Eu não sou o tipo de pessoa que acredita em "momento de despertar". Para mim, as coisas chegam aos poucos, depois de muitos anos errando e, então, percebendo que estava errado.
Foram 15 anos trabalhando com design de experiência do usuário. Comecei como todo designer começa — acreditando que uma interface bonita podia resolver quase qualquer problema. Estudei tipografia a fundo, li sobre grid system, passei horas ajustando o espaçamento entre letras. Tinha orgulho de produtos que pareciam sofisticados.
Mas tinha uma coisa que não saía da minha cabeça: os sites que eu fazia ficavam bonitos, só que os dados não eram tão bonitos assim. Taxa de rejeição alta. As pessoas não encontravam o que precisavam. Os clientes voltavam reclamando, e eu costumava jogar a culpa no marketing, no developer, no próprio usuário por "ainda não estar acostumado com o novo design".
Um dia, minha mãe me pediu para procurar o telefone de uma clínica no site dela. Abri a página — uma página que, se fosse de algum colega, eu elogiaria como "limpa, minimalista". Minha mãe olhou para a tela um tempinho e perguntou:
"Filho, o que é esse botão de três tracinhos?"
Não consegui responder na hora. Eu tinha desenhado menus hambúrguer centenas de vezes, e nunca tinha parado para pensar que alguém pudesse não saber que aquilo era um menu.
Naquele dia, nós duas levamos quase 10 minutos só para achar um número de telefone.
Foi uma coisinha pequena, mas ficou martelando na minha cabeça por bastante tempo.
Depois disso, comecei a prestar mais atenção quando outras pessoas usavam sites — amigos, parentes, colegas de fora da área. Aí me dei conta do que tinha deixado passar por tantos anos: na maioria das vezes em que o usuário fica confuso, não é porque a interface é feia. É porque ele não sabe onde está dentro do site, não sabe para onde pode ir, e não sabe como voltar.
Navegação. Sempre navegação.
Não acho que fui o primeiro a perceber isso — com certeza muita gente já escreveu sobre o assunto faz tempo. Só que levei vários anos até realmente enxergar isso no meu próprio trabalho.
Resolvi revisar projetos antigos. Vários sites dos quais eu me orgulhava no quesito estético tinham, na verdade, uma estrutura de navegação bem confusa. Menus com vários níveis, nomes vagos, itens importantes escondidos atrás de ícones que o usuário precisava adivinhar. Eu tinha colocado um esforço imenso em coisas que poucos reparavam, enquanto o que afetava diretamente a experiência ficava feito de qualquer jeito.
Não é uma conclusão confortável. Significa que boa parte do meu trabalho durante anos talvez tenha ajudado bem menos do que eu imaginava.
Decidi criar uma ferramenta focada exatamente nessa parte — navegação, e nada mais. Dei o nome de Navi+ AI Menu Builder. Não tem nenhuma filosofia grandiosa por trás do nome, é só uma descrição direta do que ele faz.
Não sou um developer dos fortes. O começo foi puxado, e teve momentos em que eu me perguntava se alguém realmente precisava de um produto que só cuidasse de navegação. O mercado parecia preferir as coisas mais chamativas — template bonito, efeitos animados, AI builder.
Mas, aos poucos, fui recebendo algumas mensagens dos usuários. Um dono de uma lojinha contou que o menu novo estava ajudando os clientes a encontrarem os produtos mais fácil. Um lojista me contou que a mãe dele tinha conseguido comprar pela primeira vez no site do filho. Não eram números explosivos, eram só pequenas melhorias, bem concretas, justamente nos pontos em que antes o usuário costumava travar.
Para mim, isso já era motivo suficiente para continuar.
Ainda tenho muita coisa para aprender. O Navi+ AI Menu Builder não é perfeito — tem muitas funcionalidades que eu quero fazer melhor, vários feedbacks que ainda não consegui tratar. Mas eu não tento mais me convencer de que uma interface bonita já basta. Esses 15 anos de carreira me ensinaram uma coisa bem simples: se o usuário não encontra o caminho, o resto não importa tanto.
É só isso que eu estou tentando fazer direito — só essa uma coisa.
— Khoi
Se você quiser experimentar o Navi+ AI Menu Builder, dá uma olhada na página inicial ou leia a documentação.